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Revisado em Jun/2010

 
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Cartas enviadas para a imprensa - notícias da mídia

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15/06/2010 - Reportagem Jornal O Vale - página 7

COLÉGIO FECHADO GERA NOVO PROTESTO - Pais pedem a reabertura de escola

Pais de alunos do Instituto Educacional Edward Bertholini, no Jardim Esplanada, região central de São José dos Campos, fizeram ontem novo protesto em favor da reabertura da escola.

De acordo com eles, na última quinta-feira, após conversa com os vereadores da cidade, foi assinado por todos os parlamentares um requerimento para permitir o funcionamento da unidade até que seja encontrado um novo local para que sejam realizadas as atividades.

Os pais entregaram aos vereadores um abaixo-assinado em favor da causa com 2.700 nomes. “Ficou combinado que seria aberta até dia 14, e não abriram. A gente não sabe mais o que faz. Precisamos da escola”, disse Priscila Maciel, 35 anos, empresária e mãe de duas crianças gêmeas, de 2 anos, que frequentavam a escola desde os 2 meses. A documentação foi encaminhada pela Câmara à prefeitura para análise.

Prefeitura. A Secretaria de Assuntos Jurídicos informou, por meio da assessoria de imprensa, que recebeu o documento no fim da tarde de sexta-feira e, por isso, ainda não havia analisado toda a documentação até a tarde de ontem.

O caso. O Instituto Educacional Edward Bertholini foi lacrado pela prefeitura no dia 28 de maio sob alegação de que a escola estaria “em desacordo com a legislação vigente e sem o alvará de funcionamento”.

Segundo a prefeitura, o IEEB começou a funcionar no atual endereço por meio de liminar judicial, que posteriormente foi cassada pela Justiça. O imóvel não garante a segurança aos alunos, por não ter a licença da Vigilância Sanitária.

Ainda de acordo com a administração da cidade, foi proposto à escola “Termo de Compromisso” que permitiria o funcionamento até o dia 9 de julho, mas os proprietários teriam se recusado a assinar.

Escola. Os responsáveis pela escola, que atua em São José há 27 anos, ressaltaram que têm todos os documentos e que só aguarda a vistoria da Vigilância Sanitária, que foi solicitada e paga em dezembro de 2009.

“Sem a escola, nada acontece na minha vida. É onde eu confio, é a extensão da minha casa. Não estou fazendo nada, porque não tenho onde deixá-lo. Moro sozinha e dependo do IEEB” MARIANA JERES MEIRELLES - MÃE DE ALUNO DE 2 ANOS

“Já estamos nos sentindo ofendidas. Não estou trabalhando, estou desesperada. Por lei, não tem motivo para fechar a escola desse jeito, não tem nada de errado. Está fazendo muita falta” PRISCILA MACIEL - MÃE DE ALUNOS GÊMEOS DE 2 ANOS


11/06/2010 - Reportagem Jornal O Vale - página 11

Pais buscam alternativas para alunos

Pais de alunos e proprietários do Instituto Educacional Edward Bertholini pagam ‘babás’ e professores para ministrar atividades recreativas para as crianças,em uma residência no Jardim Esplanada, região central de São José.
 
De acordo com uma representante da comissão de pais que não quis se identificar, a medida foi necessária pois as crianças, que estudavam na escola, lacrada pela prefeitura no último 28 de maio, não podem ficar ociosas ou sozinhas.
 
“Essa é uma alternativa, enquanto a escola não reabre”, disse. A prefeitura não comentou o caso.

11/06/2010 - Jornal O Vale - Coluna Societá

Polêmica - Mães, empresárias e executivas de famílias tradicionais de São José estão preocupadas com o fechamento do Instituto Educacional Edward Bertholini, no Jardim Apolo, em São José. Segundo os pais, não há um real motivo para que escola tenha sido fechada e alguns acreditam que pode existir um problema que vai além da fiscalização.

Atentos - Todos os pais estão acompanhando o caso de perto.Na manhã de ontem, algumas declarações do prefeito Eduardo Cury (PSDB) causaram indignação entre os pais. Cury chegou a comentar que o caso ganhou repercussão somente porque são pessoas de alto poder aquisitivo.


10/06/2010 - Carta enviada pela Marta Ramalho (mãe de aluno)

Prezados Cidadãos.

Meu nome é Marta de Oliveira Ramalho e, há uma semana, enviei uma mensagem acerca do Instituto Educacional Edward Bertholini, que funciona na Avenida São João – Jardim Apolo, São José dos Campos desde janeiro de 2010. Sou mãe de uma criança de quase dois anos que freqüentava, com imensa satisfação e entusiasmo, tal instituição de ensino que foi violentamente lacrada pela Prefeitura Municipal de São José dos Campos.
 
Desde que o lacre ocorreu, temos nos reunido com a diretoria da escola para tentar entender o ocorrido e fomos apresentados aos documentos que provam que o conjunto de exigências (redução da área de funcionamento, inspeção do corpo de bombeiros, pagamento de taxas etc.) feitas pelo poder público aos proprietários da escola foi cumprido. Mais ainda, se a escola não possui alvará de funcionamento, isto se deve ao fato de a vigilância sanitária não ter cumprido o prazo de 30 dias para realizar a inspeção na escola, pois a solicitação data de dezembro de 2009.
 
A escola foi lacrada no dia 31 de maio de 2010. Desde então, a diretoria da escola, junto com pais de alunos e outros amigos da instituição vem se mobilizando para tentar a reabertura de estabelecimento. Enviamos e-mails e outros documentos para vereadores, órgãos do governo municipal e estadual, diversos órgãos da imprensa, mas nenhuma resposta ou proposta foi feita por parte do poder executivo. Na última segunda-feira, dia 07 de junho, fizemos uma manifestação em frente à escola, na Avenida São João e já temos um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas.
 
Há cerca de dois dias, conseguimos acesso ao corpo do processo que fundamentou o fechamento do Instituto Educacional Edward Bertholini. Aparentemente, o fechamento se deveu a uma solicitação de moradores de quatro casas da Rua Amparo que apresentou, junto à Prefeitura um abaixo-assinado com 10 (isso mesmo, dez!!!) assinaturas de moradores que se sentem prejudicados pelo barulho que a escola causa. Ora, a escola funciona das 7 às 19 horas, de segunda a sexta-feira. Não é possível que o alegre burburinho causado por crianças com suas almas de permanente festejo seja assim tão perturbador!!!
 
Na verdade, o que me causa espécie é o fato de a prefeitura de uma cidade próspera, arejada e com reconhecida vocação tecnológica e científica, se dobre aos argumentos de tão poucos, privando 80 crianças de freqüentarem a sua escola, lacrando todo o material de ensino dentro do prédio e causando transtornos imensos aos pais, funcionários e aos proprietários da instituição. Na verdade, esta é a questão que não quer calar... Por que estas 10 assinaturas têm tanto “poder”? E se o “poder” não é tão grande assim, como é que a prefeitura se dobra a argumentos tão frágeis e inconsistentes e causa tantos danos a tantos outros munícipes?
 
Não escolhi a escola da minha filha de modo irresponsável. Fiz visitas, conversei com amigos que moram em São José dos Campos a mais tempo do que eu e me decidi pelo IEEB de onde não irei tirá-la. Crianças pequenas precisam de ambiente acolhedor e, mesmo as minhas filhas mais velhas, de quatro e sete anos de idade, adoram ir ao IEEB comigo quando vou buscar a mais nova. Sentem-se bem no ambiente familiar e aconchegante que existe lá. Não se troca de escola de criança como se troca de roupa. Tenho para com a instituição uma relação de respeito, admiração e carinho e isso não se constrói da noite para o dia.
 
Minha avó, portuguesa e sábia, costumava dizer para encerrar uma briga: “Palavras loucas, ouvidos moucos”. O poder executivo se faz de mouco nesta questão... Esperando, talvez, que nós, os “loucos”, nos calemos. Ledo engano...
 
Deste modo, solicito, mais uma vez, aos os que lerem esta carta que se interessem pela causa, verifiquem os documentos existentes juntos aos proprietários da escola, escutem o “outro lado” (como manda a regra democrática) e acompanhem o desenrolar dos fatos. De concreto, a escola continua fechada e esta briga só terminará com a reabertura da mesma...
 
Atenciosamente,


10/06/2010 - Trechos da entrevista de hoje do Prefeito Eduardo Cury para a Rádio Jovem Pan (enviado por mãe de aluno)

Bom dia a todos,
Acabei de ouvir o Prefeito falar na Jovem Pan e estou indignada. Ele usou estes termos:

  • Naquela escolinha não tem mais que 35 crianças porque o espaço não permite ter mais
    (a justificativa do lacre foi porque a escola tem mais que 355mt, ele não sabe nem o que fala)

  • Perdi hoje bastante tempo falando do IEEB porque é importante a cidade saber que a escola não tem alvará

  • A denúncia dos moradores do Apolo foi para alertar a prefeitura

  • Se o seu vizinho esta fazendo algo errado, denuncie que a prefeitura tomará providências

  • O Bombeiro apenas vistoria o que é competência dele, quem fiscaliza se o local é adequado é a prefeitura, inclusive para ver se há conforto térmico para as crianças (esta definitivamente eu não entendi ????)

  • Não tenho nada contra a família Bertholini, mas aquele imóvel é um problema

  • O Fechamento desta escola é um problema muito pequeno para a Prefeitura perder tanto tempo

  • Só esta acontecendo esta repercussão porque são pessoas de alto poder aquisitivo

  • Quem tem alto poder aquisitivo tem mais informação e bons advogados, por isso esta se estendendo esta briga


08/06/2010 - Jornal O Vale

www.ovale.com.br/cmlink/o-vale/regi-o/pais-de-alunos-protestam-em-escola-1.14456


04/06/2010 - Carta do IEEB Prefeitura x Inst. Educ. Edward Bertholini

www.vejosaojose.com.br/prefeituraxisntituto.htm


01/06/2010 - Áudio da participação do IEEB no programa Antonio Leite Livre

Prefeitura fecha Instituto de Educação Edward Bertholini, fundadora da escola vai à rádio Planeta Diário para reclamar do prefeito.
www.youtube.com/watch?v=dVXVH9O_IuQse 


01/06/2010 - Jornal O Vale - Carta do Leitor

Em São José dos Campos, como é sabido pela grande maioria dos eleitores da cidade, os interesses particulares por vezes prevalecem em relação ao interesse público, e no caso específico do Instituto Educacional Edward Bertholini, ao interesse educacional.
Esta escola que sempre fez seu papel na educação de nossas crianças, está sofrendo com interesses de um grupo de moradores do Jardim Apolo, compostos por juízes, desembargadores e até mesmo vereadores.
 
É justo que crianças fiquem sem uma boa escola para estudar em prol de politicagem?
 
Não. Eu respondo não.
 
Esperamos por justiça, pois governantes existem para defender os interesses da maioria e não de pequenos grupos com alto, ou nem tanto, poder aquisitivo. Vamos lutar para que as crianças e seus pais não sejam prejudicados.
 
Marina Tavares, São José dos Campos

Original em: www.ovale.com.br/cmlink/o-vale/regi-o/ideias/carta-do-leitor-1.1292 


01/06/2010 - Jornal O Vale

www.ovale.com.br/cmlink/o-vale/regi-o/prefeitura-de-s-jose-fecha-escola-no-apolo-1.12976


10/02/2010 - Jornal O Valeparaibano

Veja reportagem sobre a concessão da liminar para abertura do IEEB e repercussão na mídia no site da AmaApolo - Associação dos Moradores e Amigos do Apolo (moradores que são contrários ao fechamento do bairro)
www.amaapolo.blogspot.com/2010/02/zoneamento-do-apolo.html

 

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