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Outubro 1998

O papel do brinquedo na saúde física e mental da criança

O brincar é um direito da criança reconhecido inclusive na Declaração dos Direitos da Criança - ONU

(publicado em folheto da RIHAPPY Brinquedos Set/98)

 

"A criança deve ter todas as possibilidades de se entregar a jogos e atividades recreativas, que devem ser orientadas para os fins visados pela educação; a sociedade e os poderes públicos devem esforçar-se por favorecer o exercício deste direito."

Artigo 7º da Declaração dos Direitos da Criança das Nações Unidas. Reconhecido no artigo 31º da Convenção sobre os Direitos da Criança.

 

Muitas crianças não tem oportunidades de brincar, por várias razões visíveis na sociedade:

  • falta de espaço pelo planejamento urbano inadequado (sem praças, jardins e apartamentos pequenos);
  • violência nas ruas, impossibilitando seu maior acesso;
  • exploração do trabalho infantil, levando-as a trabalharem desde pequenas;
  • estresse infantil causado por diversos cursos onde os próprios pais matriculam seus filhos;
  • a sobrevalorização dos estudos teóricos e acadêmicos nas escolas, não utilizando o brincar como um estímulo de aprendizagem desprezando seus benefícios.

Na brincadeira não há trapaças, a criança aprende a trabalhar com ou sem regras, interagir em grupos ou isoladamente, interpretar e controlar seus conflitos, cooperar e colaborar com seus colegas, expressar seus sentimentos e suas diversas formas de comunicação, contribuindo no seu desenvolvimento global.

A criança que brinca, com certeza será um adulto alegre, saudável e responsável, participando nas diversas propostas lúdicas de desafios crescentes que auxiliam no seu amadurecimento e enriquecimento futuro.

A brincadeira é um momento mágico, permitindo nas suas dimensões o acesso, a inclusão, a integração e estimulação de diversos fatores preponderantes para o bem-estar do homem. O brincar promove novas informações, através das interações entre a criança e o brinquedo, estimulando o diálogo, a imaginação, a criatividade, a socialização e instigando a contrução de novas estruturas do pensamento.

 

Texto de Cristina Celi do Nascimento - Pedagoga e Psicopedagoga
Titular de Educação Infantil da P.M.S.P e Brinquedista da APAE de SP
 

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