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Julho 1999 A hora de dizer não A geração que lutou para ter liberdade agora quer impor limites aos filhos.(resumido da revista Veja 27/01/99 pag 136-140)
Os psicólogos não sabem ainda quantificar o fenômeno, no entanto dizem que ele existe e é forte. Os orientadores das boas escolas também tem dificuldade em dimensioná-lo, mas contam que é inquestionável. A atual geração de adolescentes está recebendo dos pais uma educação mais conservadora. Curiosamente os pais e mães que estão educando a garotada de forma conservadora são os jovens da década de 70 que pregavam o amor livre, cultuavam o rock e consumiam "aquilo". Antes a palavra que resumia o conceito de criação de um filho era liberdade, hoje esta palavra é limite. Segundo os psicólogos a recaída conservadora dos pais de hoje está ligada ao maior número de riscos que o adolescente está exposto. O acesso às drogas ficou mais fácil, as ruas estão mais perigosas e para complicar existe a AIDS. A dúvida é como fazer os filhos respeitarem limites definidos pelos pais? A orientação é: explicação e repressão, nessa ordem. O diálogo é a forma mais eficiente, mas se não funcionar, os pais não devem ficar acanhados em punir os filhos com o bom e velho castigo - sempre proporcional ao erro cometido. O castigo não deve ser usado para punir a primeira falha, dê uma segunda chance. Se for necessário castigar, prive o adolescente de alguma atividade que o faça lembrar da falta cometida. Definido o castigo jamais volte atrás. Sua autoridade depende disso. Quem se habituar a dialogar com os filhos terá maior facilidade na hora de abordar assuntos mais delicados como bebidas, drogas, sexo e AIDS.
Conforme os psicólogos, quem precisa espionar os filhos para saber se usa drogas, álcool ou sobre
sua vida sexual, demonstra que já existe uma relação desgastada.
Consulte também :
Instituto do Adolescente |